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«Máscaras & Marionetas»: CCP-IC promove exposição de Bety
Gonçalves
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Bety Gonçalves, para além do seu trabalho como actriz,
tem-se destacado no panorama cultural cabo-verdiano pelo seu
trabalho de confecção de máscaras e marionetas, uma área que
estava praticamente virgem em Cabo Verde. A partir do dia 17
de Dezembro, o Centro Cultural Português - IC / Pólo do
Mindelo, promove a exposição «Máscaras & Marionetas», onde o
público poderá apreciar um conjunto de marionetas e máscaras
que nos últimos anos marcaram presença nos nossos palcos. No
Centro Cultural do Mindelo, até ao final do ano.
A componente plástica de um
espectáculo nunca foi muito valorizada em Cabo Verde. Talvez
por isso mesmo o trabalho de Elisabete Gonçalves se tenha
destacado, quando em 2001, o Centro Cultural Português - IC
/ Pólo do Mindelo promoveu um grupo de marionetas que
encenou nesta técnica específica contos tradicionais
cabo-verdianos como «Blimundo» ou «Quel Menina
Vaidosa», com todas as marionetas criadas pela artista.

«Quel Menina Vaidosa»
Foto João Branco
Com o aparecimento do Teatro
Infantil do Mindelo, a apresentação de espectáculos de
marionetas intensificou-se. Todas estas marionetas foram
projectadas e concebidas por Elisabete Gonçalves, que além
do trabalho como artista plástica e manipuladora, também tem
desenvolvido um percurso como contadora de histórias, onde
os seus bonecos são igualmente utilizados.
Um dos trabalhos que teve mais
impacto visual foi, sem dúvida, os bonecos em tamanho real
que concebeu para a peça «Tertúlia», em 2004, no
âmbito do IX Curso de Teatro do CCP-IC, dando «vida» a
figuras emblemáticas da nossa literatura, como Eugénio
Tavares, Baltasar Lopes ou Gabriel Mariano.

«Tertúlia»
(Da esquerda para a direita:
Sérgio Frusoni, Corsino
Fortes, Baltasar Lopes, Gabriel Mariano, Arménio Vieira e
Eugénio Tavares)
Foto de João Barbosa
Mais recentemente, o seu
trabalho com máscaras teve o seu apogeu com a peça «O
Gato Malhado e Andorinha Sinhá», apresentada como
exercício final do XII Curso de Teatro do CCP-IC. Nesta
peça, praticamente todos os actores utilizavam máscaras,
exemplarmente concebidas, e que deu um brilho especial a
este espectáculo.

«O Gato Malhado e Andorinha
Sinhá»
Elisabete Gonçalves tem-se
destacado também na confecção de figurinos (merece aqui
referência o trabalho que realizou para a adaptação crioula
de «Rei Lear», em 2003), como formadora e como
actriz.

Elisabete Gonçalves
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