| Burbur apresenta «O Amoroso» com participação de
Francisco Fragoso
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A Associação Burbur, acaba de apresentar em Portugal, mais
concretamente na cidade do Porto, a sua última produção
teatral, «O Amoroso», um espectáculo estruturado em três
segmentos, respeitando a escolha dos textos uma temática
amorosa, a partir de textos de três autores de outras tantas
literaturas lusófonas, tendo convidado para o efeito três
encenadores diferentes para a montagem deste espectáculo. Um
destes textos, «De Quem São os Teus Olhos?», da autoria de
Gabriel Mariano, teve a encenação de Francisco Fragoso,
figura emblemática do teatro cabo-verdiano do
pós-independência.
«O Amoroso» - Descrição
sumária do projecto
A
BURBUR convida três encenadores a abordar cenicamente três
pequenos textos retirados de outras tantas literaturas
lusófonas, agregados numa temática comum — a do estado
amoroso — e propõe uma abordagem metodológica — de criação e
produção— inovadora na optimização de recursos técnicos e
artísticos, maximizando processos de produção e comunicação.
O
carácter lusófono deste projecto constitui o seu princípio
genérico e gregário de membros e colaboradores de origem ou
ascendência diversa, desde Cabo Verde a Angola, Brasil e
Portugal, dispersos entre autores, intérpretes, técnicos e
produtores, revertendo este para o diálogo cultural e
enriquecimento literário e conceptual da peça de teatro.
Fundamentalmente, a BURBUR propõe-se criar um projecto
teatral (e em fase posterior, audiovisual) que promova a
divulgação literária e a formação teatral, pela visibilidade
de processos experimentais e linguísticos concretizados numa
peça com textos de pequeno formato, que é posteriormente
filmada e transmitida, valorizando a interculturalidade
processual e revelando autores, técnicos e artistas da
lusofonia.

Objectivos artísticos e
operacionais
O
projecto O AMOROSO EM TRÊS PARTES pretende nomeadamente:
·
Recuperar visibilidade para pequenos textos que, as mais das
vezes, não são encenados — quer pela sua própria dimensão ou
formato, quer pelo seu conteúdo, fragmentário ou não na
totalidade da obra do autor;
·
Potenciar a capacidade experimental e criativa do encenador,
actores, e técnicos envolvidos, atentando em termos
teatrais, ao seu carácter linguístico e artístico;
·
Favorecer a convivência e a troca conceptual de abordagens
criativas e técnicas entre intervenientes consagrados e
novos valores, determinando a constituição de um colectivo
misto de nacionalidades da Lusofonia que considere percursos
profissionais e artísticos, e inclusivamente contextos
geracionais distintos;
·
Promover o conhecimento e a formação literária e
dramatúrgica do espectador (e bem entendido, do participante
técnico ao artista) e bem assim, a inquirição de novos
públicos;
·
Privilegiar o seu alcance comunicacional e estético pela sua
mediatização televisiva e visibilidade processual.
Exposição do projecto
A
BURBUR propõe-se produzir um espectáculo estruturado em três
segmentos, respeitando a escolha dos textos uma temática
amorosa, abordando-se especificamente três estados
emocionais - acometidos de tão intermitente quanto
inconformada racionabilidade - a partir de textos de três
autores de outras tantas literaturas lusófonas, a saber:
Gabriel Mariano, autor versatilíssimo de Cabo Verde,
poeta, contista, ensaísta, um dos principais valores
literários do período pós-claridade, de que se abordará um
inédito em palco intitulado “De quem são os teus olhos?”
publicado em 1957.
Fernando Amado, dramaturgo e encenador português de
reconhecido mérito e longa actividade, amigo e colaborador
de Almada Negreiros (e vice-versa), de quem selecionámos o
texto “O iconoclasta ou O pretendente imaginário” escrito em
1928.
Paulinho Assunção, poeta e contista brasileiro em
ascensão, grande defensor contemporâneo da língua portuguesa
e da cultura lusófona, de cuja obra ficcional escolhemos o
conto “Olhos negros” de 1998.

Cada um
destes três textos será dirigido por um encenador distinto:
Francisco Fragoso - director e fundador do grupo cénico
cabo-verdiano Korda Kaoberdi, pioneiro no período
pós-revolucionário e extinto nos anos 80, constituindo-se
como figura marcante na cultura teatral do país, quer pela
sua produção e metodologia dramáticas, quer pela
reaproximação conceptual à cultura e tradições africanas;
Rogério de Carvalho - reconhecido encenador de origem
angolana, com larga experiência de encenação e pedagogia de
interpretação, com vasta actividade dispersa pelo Porto e
Lisboa, e bem assim em Angola. Obteve, por duas vezes, o
Prémio de Crítica da Melhor Encenação com os espectáculos
“Tio Vânia” de Tchekov e “O Paraíso não está à vista” de
Fassbinder. É Professor na Escola Superior de Música e Artes
do Espectáculo, no Porto.
Rui
Duarte - jovem director artístico da BURBUR, encenou em
2005 a peça “O intruso” a partir de dois contos de Gabriel
Mariano. Possuidor de larga experiência em variadas
disciplinas da criação artística, designer, realizador, é o
responsável pela coordenação geral dos projectos da BURBUR,
assumindo-se como um dos seus valores referenciais.
Estes
dirigirão um elenco igualmente lusófono, constituído por
sete actores (de Cabo Verde, de Angola, do Brasil, da
Venezuela e de Portugal), coincidente nos três segmentos,
alternando protagonistas e figurantes conforme a intenção de
cada encenador, e apoiados tecnicamente por uma equipa de
profissionais também comum aos três segmentos. Este projecto
conta ainda com a participação de três músicos em palco,
igualmente actores e figurantes.
Em
simultâneo com as apresentações (nocturnas) em palco,
retomar-se-ão os ensaios (diurnos) em cenário real com vista
à adaptação da peça em três curtas-metragens, dirigidas pelo
realizador Vítor Almeida, numa nova fase que respeitará a
direcção artística e o trabalho pré-existente,
complementando pela expressividade da linguagem videográfica
e bem assim, de autor, a delicada definição de teatro
filmado. As filmagens contarão com a presença de parte do
público da peça, num processo intencional de visibilidade de
mecanismos de adaptação em filme dos três segmentos
teatrais, desta feita em cenário real.
Posteriormente, os filmes serão publicamente exibidos e
finalmente propostos para transmissão em televisão.
Ficha
Técnica e
Artística
Direcção Teatral
KWAME
KONDÉ, encenador
ROGÉRIO DE
CARVALHO, encenador
RUI
DUARTE, encenador, coordenador geral
Realização
VÍTOR
ALMEIDA
Direcção de Luz
CÉSAR
FORTES
Elenco
ODETE
MÔSSO, actriz
FLÁVIO
HAMILTON, actor
WAGNER
BORGES, actor
ADORADO
MARA, actor
MARTA
GORGULHO, actriz
PEDRO
CARVALHO, actor
ROSA
QUIROGA, actriz
BILAN,
actor e director musical
DAVID
ESTEVÃO, músico
MÁRCIO
SILVA, músico
RUI
DUARTE, cenografia e adereços
VASCO
GOMES, técnico de som
LICIA
CUNHA, figurinos e maquilhagem
VÍTOR
ALMEIDA, edição e realização
PEDRO
COSTA, operador de camera
PEDRO
LINO, operador de camera
VALTER
MAIOR, assistente de produção
PATRÍCIA
VIANA ALMEIDA, assistente de produção
ANA
LUANDINA, fotografia de cena
RUI
DUARTE, design gráfico
A BURBUR
conta com a parceria em forma de divulgação das seguintes
entidades:
ACIDI -
Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural,
IP
RTP -
RádioTelevisão de Portugal
APOIOS
LOGÍSTICOS E DE PRODUÇÃO
Museu
Nacional Soares dos Reis : cedência de Auditório para
estreia e apresentação da peça
ACE -
Academia Contemporânea do Espectáculo
Teatro Art’Imagem
: apoio na montagem de palco e luminotecnia;
Confecções
GILIANA, S.A.
APOIO
FINANCEIRO
Instituto
das Artes, Ministério da Cultura : subsídio financeiro em
forma de apoio pontual
Fundação
Portugal-África : apoio financeiro
Nota: um agradecimento
à Burbur, na pessoa de Rui Duarte, pelo fornecimento dos
dados que permitiram a divulgação deste espectáculo.
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