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Juventude em Marcha estreia
«Jazigos de Boca de Pistola» |
Há
já muito tempo que se aguardava uma nova peça do popular
grupo teatral Juventude em Marcha, do Porto Novo. Chega no
final deste ano o que muitos aguardavam: a estreia da peça
«Jazigos de Boca de Pistola», uma homenagem do grupo de
Jorge Martins e César Lélis aos pescadores da vila de Ponta
do Sol. Depois de apresentações bem sucedidas em Porto Novo
(Santo Antão) e Espargos (Sal), o resultado desta nova peça
poderá ser apreciada no palco do Centro Cultural do Mindelo,
nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro.
Os pescadores da vila de Ponta
do Sol, Santo Antão, são homenageados pelo grupo teatral
Juventude em Marcha na sua mais recente peça «Jazigos de
Boca de Pistola». É uma tragicomédia que, em suma, retrata o
jeito único como o santantonense e o cabo-verdiano em geral
tentam enfrentar os seus problemas.
De acordo com Jorge Martins,
«Jazigos de Boca de Pistola» leva ao palco «a vida de
dificuldades e desafios dos pescadores de Ponta do Sol. A
certeza da partida para a faina, a incerteza do regresso
devido ao mar revolto de Boca de Pistola, sobretudo no
Inverno, os parcos meios».
Em palco estão, durante cerca
de duas horas, 16 actores, inclusive crianças que, segundo
Martins, «prestam homenagem a esses corajosos homens do mar
que, mesmo diante da natureza adversa, saem em busca do
sustento para a família». Um trabalho que exigiu ao
Juventude em Marcha meses de pesquisa para cumprir uma
antiga promessa.
«Quando mais novo, prometi a
mim mesmo que um dia homenagearia os pescadores de Ponta do
Sol. Por isso, assim que surgiu a oportunidade, junto com
outros elementos do Juventude em Marcha, pesquisei a
história dos pescadores de Ponta do Sol, falei com eles e
recorri também à minha vivência nessa região de Santo
Antão», conta Jorge Martins.
O resultado pode ser visto em
três espectáculos em S. Vicente, nos dias 27, 28 e 29 de
Dezembro, às 21:30 horas, no Centro Cultural do Mindelo,
depois de, no transacto mês de Novembro, o público de
Espargos (Sal) e Porto Novo (Santo Antão) o terem visto e
aprovado.

Teresa
Sofia Fortes
in
jornal
A Semana, nº826
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