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| Teatro
dentro de uma casa, com o projecto «A Arte de ser
Feliz» |
O
projecto nasceu da iniciativa de duas jovens belgas que
resolveram vir para Cabo Verde ver «o que é que faz as
pessoas felizes».
Envolveram actores, actrizes e outros voluntários no
trabalho. Ficaram até ao fim, após dois meses, um total de
10 jovens. Das improvisações e dos ensaios nasceu um
produto cénico diferente e original, quanto mais não seja
pela sua disposição cenográfica. Tudo se passa dentro de
uma casa. O público, esse, vai circulando. A não perder.
Dia 29 de Abril.
A
Arte de Ser Feliz é um projecto teatral desenvolvido por
duas jovens belgas. Elke Van Der Kelen e Joke D'Hoese, em
parceria com a Funaná Projectos, e estará em exibição no
próximo Sábado, dia 29, na Fundação Baltasar Lopes da
Silva. em S. Vicente.
O
convite para integrar este projecto, segundo Joke D'Hoese,
partiu de Tony Tavares, responsável do Funaná. O trabalho
baseia-se na felicidade de cada um e de todos nós. «O
maior desejo das pessoas é ser feliz, mas não sabem o que
é e como ser feliz. Ficamos entusiasmadas com as respostas
que encontramos para esse tema e reunimos um grupo de 10
jovens originários de grupos de teatro de S. Vicente para
debater a questão», explica Joke, para quem o mais
interessante no tema é saber o que as pessoas fazem para
ser felizes.
Da
troca de experiências e de debates dos últimos meses,
surgiram interessantes improvisações musicais, teatrais e
de dança, que os promotores da iniciativa resolveram
compactar para mostrar ao público «a essência da
felicidade». «Esta peça teatral é o resultado de dois
meses de trabalho. São os bocados de improvisações,
concretamente as cenas que tocaram cada um e o grupo de
trabalho como um todo.»
O
palco desta peça, por si só original, será uma casa, a
sede da Fundação Baltasar Lopes onde, ao contrário do
habitual, o público muda muitas vezes de cenário, para
acompanhar o desenrolar da peça. «É um teatro alternativo
cujo palco é uma casa. Os actores não trocam de figurino e
o cenário será fixo. Mas o público, para acompanhar a
história, terá de deslocar-se entre os cómodos da casa»,
frisa Joke.
Para
desenvolver esta experiência o acesso do público à casa
será em pequenos grupos e acontecerá de forma faseada. A
vantagem é que as pessoas podem comprar ingressos no
horário que mais lhes convier, ou seja, de meia em meia
hora, entre as 19 e as 21 horas de Sábado, desde que sejam
pontuais.
Com
Constança de Pina
A
Semana
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