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Maio Maduro Maio com teatro em S. Vicente

 

Uma interessante rotina teatral parece querer instalar-se em S. Vicente. A verdade é que desde Fevereiro temos tido teatro todos os meses, a um ritmo assinalável. Desta feita, no próximo mês de Maio, anuncia-se a reposição da peça «Upgrate bô democracia», pelo Sarron.com, e a estreia de «Psico», pela Companhia Solaris. Em Junho prepara-se um mês de teatro infantil a anunciar brevemente. Aplausos.

 

Depois do grande sucesso da primeira apresentação pública da peça «Upgrate (bô) Democracia» a reposição da mesma era inevitável. Afinal, muitas pessoas quiseram ver mas chegaram tarde pois os bilhetes esgotaram rapidamente. Sendo assim Sarron.com apresenta em repetição um dos grandes sucessos do último mês de Março, nos dias 12 e 13 de Maio no Centro Cultural do Mindelo, para logo nos dias 19 e 20 a companhia rumar à capital do país e apresentar essa obra de Alexandre Fonseca Soares na Praia, mais precisamente no Palácio da Assembleia (Coincidência? Talvez não!). É pois uma oportunidade para se divertir com as peripécias dos nossos políticos sem escrúpulos e com uma grande cara-de-lata!

 

 

 

 

A Companhia Solaris, por sua vez, apresenta em estreia a sua 5ª produção teatral em cerca de dois anos de existência. Falamos da obra anteriormente anunciada para o mês de Março, e que teve que ser adiada por motivos operacionais. «Psyco», da autoria de Valódia Monteiro será apresentada nos dias 27 e 28 de Maio, no auditório do Centro Cultural do Mindelo.

 

Sobre a peça podemos ler no blog do grupo o seguinte texto, assinado pelo autor da peça:

 

"PSYCHO" é isto:

Vou-me apresentar:
Eis-me aqui.
Doido ou louco.

Tudo à minha volta é nada.
Imagens e olhares se penetram nos meus olhos mas não vejo nada.
Querer morrer é um acto de covardia – só os heróis o conseguem!
Serei eu? … Ou o nada que se converteu em mim?
Procuro o que se perdeu ou o que de mim se perdeu.
O que sou eu?

Na verdade, somente aqui para se ouvir tanta barbaridade!

Refuto tudo o que até agora me quiseram impingir – a compaixão, o companheirismo, a convivência.
Cambada de parasitas!
Quero eu lá saber de agrupamentos, junções, fricções, apalpões?
Gostaria que vocês se desaparecessem.
Ainda não se cansaram?
Ainda não se penetraram nas minhas entranhas?

Inúmeras são as posições que se tomam para se retratar um simples acto. Outras coisas poderiam ser feitas mas, insistem nisso; nessa abominável e horrenda cópula.

Não gostou do tema?

Ohm, porra Flicidad!"

 

Para entender um pouco mais, o melhor mesmo é ir ver a peça, no último final de semana do mês de Maio.

 

 

 

 


mindelact@hotmail.com