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Teatro angolano volta ao festival pela mão do Colectivo Miragens

 

O Colectivo Miragens é um grupo de teatro oriundo de Luanda, capital de Angola, com um enorme historial: fundado em 1995 tem mais de 22 peças estreadas e premiado por diversas vezes: ao longo da sua trajectória, o grupo conquistou uma edição do Prémio de Teatro Cidade de Luanda (2000), no qual obteve ainda um segundo e dois terceiros lugares. Venceu, em 2002, o Festival Nacional de Teatro, com a obra "As Faces de Luanda".

 

 

A peça faz uma homenagem a figuras que se destacaram desde que a cidade tinha o nome de Loanda, até optar pela grafia Luanda. Narra a história da fundação da Cidade de Luanda em 1575 pelo Capitão português Paulo Dias de Novais. Rostos de Loanda e Luanda faz menção aos músicos nacionalistas que nos anos 60 cantando levaram alegrias aos bailes, bem como mensagem sobre a necessidade do alcance da independência, como são os casos, de Belita Palma, Minguito, Artur Nunes, Luís Visconde, Sofia Rosa, Mestre Geraldo entre outros. 

 

A peça recorda, e homenageia os mestres do Carnaval, que em 1977 coloriram as Ruas de Luanda animando os foliões com temáticas sobre os Bairros e as suas lacunas. Faz ainda menção a um importante discurso do então presidente Antonio Agostinho Neto, anunciando o incondicional apoio as iniciativas culturais, um ano antes da sua morte.

 

Em relação ao presente, Rostos de Loanda e Luanda, tece algumas críticas aos males que enfermam a cidade capital, como são os casos na nova geração de jovens cantores que, através do género musical ku-duro, passam mensagens obscenas. Mergulha na polémica questão da corrupção a que muitas vezes os agentes de polícias e fiscais estão sujeitos de formas a darem origem a anarquias como as construções em terraços e ruelas; mortes encomendadas, delinquência e pobreza.

 

 

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