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Adriana Mater
Elinga Teatro
ANGOLA
O Espetáculo
Num país em guerra, Adriana, uma jovem apaixonada, fica grávida depois de ser violada. A irmã procura convencê-la a não ficar com a criança. Adrianaresponde: “O filho é meu, não é do violador. Ele será parecido comigo!”
Mas ela não tem a certeza de nada. Durante anos, perguntar-se-á com angústia se Yonas, que tem o sangue da vítima e o sangue do carrasco, será Caim ou Abel?
Ao tornar-se adulto, o rapaz promete matar o seu progenitor. A mãe ficará a vê-lo partir sem tentar dissuadi-lo. Só no seu regresso ela lhe dirá: “Esse homem merecia morrer, mas tu, meu filho, não merecias matá-lo.”
A Companhia
Vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Teatro. O grupo Elinga-Teatro (do umbundo elinga = acção, iniciativa, exercício) foi criado no dia 21 de
Maio de 1988. A sua existência inscreve-se, no entanto, numa linha de continuidade iniciada com o grupo Tchinganje (1975/76) e prosseguida com os grupos Xilenga-Teatro (1977/80) e Grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda (1984/87).
De comum entre todos a presença do mesmo director artístico, a activa participação de um núcleo de actores que sempre que necessário se desdobraram em técnicos, administradores e produtores e, acima de tudo, um mesmo projecto de teatro, voltado para o resgate e promoção da cultura angolan a todos os níveis (incluindo um tratamento moderno dos seus valores tradicionais) e para a difusão de
um repertório teatral universal.
De um propósito vincadamente intervencionista do ponto de vista político, em que o teatro foi utilizado principalmente como instrumento de mobilização e consciencialização popular (grupo Tchinganje), passou-se a uma etapa em que começou a ser dada ênfase a uma função expressiva mais
elaborada (grupos Xilenga e de Medicina) até à fase actual, em que a pesquisa de linguagens novas e a experimentação se têm vindo a tornar dominantes (grupo Elinga-Teatro). O que importa realçar é que entre os quatro grupos se acabou por criar uma continuidade temporal, estética e de conteúdo,
que estabelece uma linha minimamente coerente de desenvolvimento teatral em Angola, durante um período de mais de 34 anos (Março de 1975 a Maio de 2009).
Patrocinador do Espetáculo

Ficha Artística
TEXTO ORIGINAL
Amin Maalouf
ADAPTAÇÃO, ENCENAÇÃO E CENOGRAFIA
José Mena Abrantes
INTERPRETAÇÃO
Cláudia Nobre, Anacleta Pereira, Fábo Cassule, Raul Rosário,
Correia Adão, Daniel de Oliveira e Adorado Mara
MÚSICA ORIGINAL
Daniel de Oliveira
DESENHO DE LUZ
Ferdinando Montevecchi
FIGURINOS
Anacleta Pereira
OPERADOR DE LUZ
Nuno Nobre
PRODUÇÃO
Anacleta Pereira
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/14
DURAÇÃO
70 minutos, sem intervalo
IDIOMA
português

