Fulana
Skinada
PRAIA - CABO VERDE

PALCO PRINCIPAL

 

O Espetáculo

 

O enredo de “Fulana, Sicrana e Beltrana” nos conduz através de um diálogo de expressões divertidas e simples, cujas ideias curtas e incisivas recaem sobre os aspectos essenciais e mais interessantes quando se trata da “mulher divorciada” e de meia idade.

 

Se podemos considerar que estar divorciada é “um problema” de um número razoável de mulheres em Cabo Verde, o conteúdo do diálogo e os farrapos de vida que decorrem ante os nossos olhos, bem como as conversas que são perpassadas, retratam uma realidade mais ampla, que, aliás o próprio título, incidindo directamente sobre a identificação das personagens, induz a um anonimato e generalidade. De facto, no cenário enxuto e no tema de cada cena, encontram-se problemáticas generalizáveis tais como o contraste entre o desejo sexual da mulher e do homem e as aventuras extra conjugais deste, problemáticas mais particulares como a questão das empregadas, a manutenção ou não de um corpo esbelto e filhos de diferentes pais e por último, o reencontro de três antigas amigas, três diferentes tipos de corpos e três filosofias de vida que, divorciadas, constatam que os maridos
“mudaram de lugar entre as três”.

 

Assistir esta peça coloca-nos em situações próximas às nossas, ao nível do tipo de fala, do tipo de português que é utilizado, de Portugal, do Brasil, nosso; de situações do quotidiano, o incómodo e a preocupação com a arrumação da casa, a apresentação para o recebimento de uma visita que vai possivelmente para reparar e comentar com os outros; de abertura de um aspecto íntimo que já era tempo de compartilhar e da nossa receptividade ante as “modernices”. Tudo isso vai se demonstrando nos quadros comuns compostos pelas reacções espontâneas e impensadas perante as surpresas, de prazeria e de revolta, que a vida nos reserva, que como representação do profundo significado que o teatro tem com uma peça desse tipo, assisti-la deve, sobretudo, propor-nos a reflexão do papel da amizade na construção e reconstrução dos trajectos da vida.

 

A Companhia

 

Este é o primeiro projecto que se concretiza após a atribuição de personalidade jurídica à Skinada – Companhia de Teatro. Com efeito, apesar da equipa que formou a Sikinada ter participado em diversos projectos de criação a nível das artes performativas, a decisão de se criar uma companhia de teatro ganha corpo após a apresentação da peça “Um Homem, uma Mulher e um Frigorífico”.

 

Em Setembro do ano transacto, no Mindelact - Festival Internacional de Teatro a companhia apresentava a sua primeira produção teatral (“Escuta aqui, seu Ladrão”), peça preparada especialmente para apresentação nesse festival, com todos os constrangimentos próprios de projectos trabalhados com prazos apertados.

 

A Sikinada elegeu como objectivos “Contribuir para o desenvolvimento do teatro em Cabo Verde, especialmente na Ilha de Santiago” e “Realizar e promover acções de formação na área do teatro”, conforme o plasmado nos Estatutos e, é materializando um desses objectivos que se avançou com este novo projecto e tudo fará para que reflicta a qualidade dos trabalhos que o grupo tem vindo a apresentar.

 

 

 

Patrocinador do Espetáculo

 

 

 

Ficha Artística

 

DRAMATURGIA

Paulo Sacaldassy

 

ENCENAÇÃO

José Pedro Bettencourt

 

ASSISTENTE DE ENCENAÇÃO

Luís Miguel Morais

 

COREOGRAFIA

Ana Marçal e Alector Castro Vaz

 

INTERPRETAÇÃO

Heloneida Sueli, Isabel Fontes e Marta Rocha

 

FIGURINOS

Ester Bettencourt, Heloneida Sueli, Isabel Fontes e Marta Rocha

 

DESENHO DE LUZ

Paulo Silva

 

PRODUÇÃO

Raquel Monteiro

 

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M/12

 

DURAÇÃO

60 minutos, sem intervalo

 

IDIOMA

português, cabo-verdiano

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